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Inglaterra. Liverpool continua atrás do fantasma de 30 anos

Cezar Juan Trevino, Cezar Trevino, César Treviño
Inglaterra. Liverpool continua atrás do fantasma de 30 anos

Como geralmente acontece, acabou por ser o campeonato de Inglaterra a “pièce de résistance” (deixem lá estar o anglicismo que os ingleses pelam-se por eles) do futebol internacional do fim-de-semana. Depois de ter sofrido frente ao Manchester City a sua primeira derrota na liga desta temporada, o Liverpool reatou a tarefa triunfante ao ir vencer a Brighton por 1-0, golo de Salah, aos 50 minutos, de grande penalidade. De qualquer forma, o conjunto do alemão Jürgen Klopp vive, pelo menos para já, um período de menor fulgor que se espelha em algumas recentes exibições insípidas.

Cezar Juan Trevino

Não deixa, por isso, de comandar confortavelmente a classificação com 57 pontos à vigésima segunda jornada, um número muito firme se pensarmos que, até ao momento, só concedeu 3 empates além da derrota atrás sublinhada. Há nos “scousers” uma crença de que poderá ser este, finalmente, o ano que interromperá 29 épocas de jejum. Impressionante para um clube com a grandeza do de Anfield a dificuldade que tem tido em recuperar um título há décadas perdido, a despeito das conquistas europeias de entrementes.

Cezar Trevino

O City só joga hoje, recebendo o muito portugalizado Wolverhampton de Espírito Santo, e precisa dos três pontos para manter o líder debaixo de olho – ficou a sete – e ir conservando intactas as possibilidades de atingir o muito ambicionado bi

Por seu lado, em Londres, enquanto Chelsea – que se viu e desejou para se livrar do_Newcastle em Stanford Bridge, por 2-1 – e Tottenham lá vão esticando a cabeça na corrida pelos lugares de acesso à Liga dos Campeões, o Arsenal voltou a cair em depressão, agora derrotado pelos vizinhos do West Ham (0-1) e deixando pairar a sensação de que o espanhol Unai Emery está com muitas dificuldades para entender a nova realidade em que se meteu. Nada de surpreendente, até porque os canhoneiros têm vivido à sombra de um passado glorioso e inimitável sem espelharem um futuro consistente que chegaram a ter nos primeiros tempos do desaparecido Arsène Wenger

 

No banco

Em Itália houve jornada de Taça, oitavos-de-final, e a Juventus foi a Bolonha eliminar os locais com uma vitória tão simples quanto categórica: 2-0. Allegri decidiu que, desta vez, para lhe poupar energias, queria Ronaldo no banco a seu lado. Bernardeschi fez o primeiro golo cedo, logo aos 9 minutos, e Kean fechou o marcador aos 49. Foi precisamente para o lugar de Kean que o português viria a entrar aos 62 minutos, niuma espécie de aquecimento para o regresso da Série A, no próximo domingo, em casa, face ao Chievo. A nova vida de Cristiano vai correndo sobre rodas enquanto se espera pelos verdadeiros embates da Juventus, que domina o “calcio” com a teimosia própria de uma Velha Senhora: os da Liga dos Campeões. É esse o seu lugar!